quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

AÇAFRÃO

 
Nome científico: Crocus sativus.
Nome popular: Açafrão-da índia, açafrão-da-terra, açafroa, cúrcuma.
Família: Iridáceas.

Origem: É uma planta da Índia, introduzida nas Antilhas e Europa por navegadores.
Descrição: Planta bulbosa de flores de cor lilás, de cujo estigma é extraído o açafrão propriamente dito. Também conhecido como açafrão-verdadeiro, açafrão-oriental, flor-da-aurora e flor-de-hércules. Prefere solos argilo-arenosos e férteis, porém propaga-se em diversos tipos de solo. Necessita de meia-sombra ou iluminação plena. O plantio pode ser feito por sementes (importadas) em sementeiras devem ser transplantadas quando tiverem em torno de 10 a 15 cm de altura. Pode-se também propaga-la por meio de estacas ou divisão de touceiras (na primavera ou outono). A colheita é feita após 2 anos, na floração.
Partes usadas: Estigmas da flor, Rizoma, semelhante ao gengibre, seu parente.





Planeta: Sol.
Elemento: Fogo.
Deuses: Bast, Sekhmet, Morrigu, deusas solares e Amaterasu.
Propriedades mágicas: Usado em rituais e feitiços prosperidade e cura.
Festivais e rituais: Sabbat de Imbolc, Lammas, Yule.




Propriedades terapêuticas: Antiinflamatória, anticoncepcional, antiagregante, plaquetária, antiinfecciosa, antiasmática. Na verdade há muitos trabalhos nos dando conta de que é uma ótima planta para os problemas do fígado e vesícula biliar. Há, também, nestes rizomas, atividades pró-digestiva das boas como quer outra série de bons trabalhos científicos. É uma planta que abaixa o nível de colesterol e lipídios totais no sangue às custas da curcumina. Em altas doses inibe a ovulação e poderia, então, ser usada como anticoncepcional. Os estigmas encerram propriedades emenagogas, antiespasmódicas, eupépticas, sedativas. São empregados nos casos de asma, coqueluche, histeria, bem como contra os cálculos dos rins, do fígado e da bexiga. Oito a dez estigmas, em infusão, são suficientes para um chá. Para combater as hemorróidas, aplicam-se cataplasmas quentes, preparados com o infuso desta planta (três gramas para uma xícara de água). Consumo desaconselhável para mulheres grávidas.
Uso Geral: A cúrcuma participa do curry, tempero tradicional indiano, e é usada por farmácias como corantes. Aliás, os trajes típicos budistas têm a cor amarelada pela cúrcuma usada, que não pode substituir o açafrão caseiro (Crocus sativus Linneo) apenas porque o sabor é muito forte.


Curiosidades e Históricos: É pelo menos tão antigo como a escrita, conforme consta de registros de tempos muito anteriores à nossa era. Da China ao Egito, da Grécia a Roma, o açafrão sempre foi apreciado pelo seu aroma requintado e propriedades medicinais. Talvez por isso não deva estranhar-se que esta especiaria seja a mais cara do mundo. Crocus sativus: é o açafrão verdadeiro, uma planta caríssima, pois, para termos 1 quilo, precisamos de 100 mil flores. Usado há séculos em molhos, arroz e aves. Zeus, deus dos deuses da antiga Grécia, dominado por insaciáveis apetites sexuais, chegou a dormir num colchão forrado com açafrão, na esperança de que a odorífera planta lhe exaltasse as paixões. Até porque, desde que a planta era planta, ou seja, desde o dia em que nascera fruto do sangue derramado do jovem Crocus, assassinado involuntariamente por Hermes, deus do comércio e dos ladrões, que as suas virtudes corriam o Olímpo.





História
O açafrão é uma planta que sempre esteve acompanhada de sacerdotes, filósofos e reis, isto provavelmente pelas suas qualidades e pelo seu preço, sempre muito alto. Os povos antigos utilizavam o açafrão em rituais solares, isto devido à sua coloração. O nome za’faran, nome de origem árabe-persa, foi encontrado pela primeira vez em um afresco do palácio de Minos, em Creta, por volta de 1700 a 1600 a.C. Conta-se que o antigo imperador romano Nero, mandou atapetar as ruas com açafrão para se apresentar ao povo. É originado do Oriente, sendo introduzido na Espanha pelos árabes, e difundindo-se pelo resto da Europa mediterrânea. Não confunda a cúrcuma, denominada de açafrão pelos brasileiros, com o verdadeiro açafrão. Deste empregam-se os estigmas das flores, enquanto da cúrcuma utilizam-se os rizomas.
É pelo menos tão antigo como a escrita, conforme consta de registros de tempos muito anteriores à nossa era. Da China ao Egito, da Grécia a Roma, o açafrão sempre foi apreciado pelo seu aroma requintado e propriedades medicinais. Talvez por isso não deva estranhar-se que esta especiaria seja a mais cara do mundo
Zeus, deus dos deuses da antiga Grécia, dominado por insaciáveis apetites sexuais, chegou a dormir num colchão forrado com açafrão, na esperança de que a odorífera planta lhe exaltasse as paixões. Até porque, desde que a planta era planta, ou seja, desde o dia em que nascera, fruto do sangue derramado do jovem Crocus, assassinado involuntariamente por Hermes, deus do comércio e dos ladrões, que as suas virtudes corriam o Olimpo.
Uma trágica origem para o «crocus sativus», a bela planta bulbosa da família das iridáceas, também designada por açafroeira ou açaflor, de flor lilás, cujos estigmas, finíssimos e de cor vermelha, e parte dos estiletes dão uma especiaria preciosa - a mais cara do mundo - de perfume e sabor requintados, utilizada também, desde tempos remotos, como remédio e pigmento. Por fatalidade ou não, o certo é que Henrique VIII, apreciador da especiaria, mas acima de tudo da ordem no seu reino, mandava para a forca quem fosse apanhado a falsificar açafrão. Uma ideia que já não era nova, uma vez que na poderosa Nuremberga do século XV, castigava-se na fogueira os que obtinham dividendos com a venda da especiaria adulterada. Como é óbvio, hoje já não há penas capitais para quem cai na tentação de vender «gato por lebre», mas as imitações estão mais vivas do que nunca, prova de que o açafrão, talvez por ser tão caro, continua a ser desconhecido para a maioria dos consumidores.
Embora não sendo uma especiaria emblemática de nenhuma receita tradicional portuguesa, como o é da paelha, do risoto à milanesa, da bouillabaisse (equivalente francesa da nossa caldeirada de peixe) ou dos bolos de açafrão, muito populares nos países nórdicos. O açafrão está presente em várias receitas de arroz, de fogaças e, sobretudo na sopa de peixe. No entanto, não há registros do seu cultivo em Portugal, embora o primeiro produtor mundial seja Espanha, nomeadamente a região da Mancha. França, na região do Vaucluse, Grécia e Itália, com climas semelhantes ao nosso, também cultiva açafrão.
É comum aqui no Brasil confundir se açafrão com cúrcuma, conhecida por açafrão-das-Índias, produto que se popularizou nos últimos 30 anos, à venda em todos os supermercados por um preço irrisório, quando comparado com o do açafrão - este apenas é vendido em mercearias finas e em alguns hipermercados.
Enquanto uma embalagem de 50 gramas de cúrcuma, que só tem em comum com o açafrão a cor amarela, custa cerca de R$170,00, uma embalagem de 0,5 gramas de açafrão em rama custa aproximadamente R$50000.
Um frasco de 0,3 gramas de açafrão em pó, contendo três cápsulas de 0,1g cada - quantidade indicada para uma paelha de quatro pessoas - custa cerca de R$300,00. Ou seja, enquanto 50g de cúrcuma custam R$17000, 50g de açafrão custam cerca de 45 contos. Nos Açores usa-se ainda um outro produto de baixa qualidade: a açafroa ou cártamo, da qual também é extraído um óleo.

Maria de Lourdes Modesto, autora do livro «Cozinha Tradicional Portuguesa», é uma admiradora incondicional do açafrão, mas afirma que tem uma guerra com ele: “É pena que um produto tão importante dê azo a tanta confusão, o que resulta numa enormíssima aldrabice”, referindo-se à cúrcuma e às falsificações de produtos rotulados como açafrão.
Não o dispensa na sopa de peixe, mas assegura que é no Minho que ele é mais usado - pratos de arroz, sobretudo - «talvez pela influência da Galiza».
Se pensar que são necessárias mais de 200 mil flores para se obter 1 kg de açafrão e que a colheita, efetuada entre Outubro e Novembro, é inteiramente feita à mão, o mesmo acontecendo com a monda (operação que consiste em separar os estigmas da flor), percebe-se por que motivo os preços do açafrão são muitas vezes comparados aos do ouro.
Houve até épocas em que os dois produtos tiveram preços idênticos. Além disso, a própria plantação dos bolbos, nos meses de Junho e Julho, é igualmente feita à mão. Uma vez abertas, as flores devem ficar o mínimo tempo possível no caule - uma flor murcha perde aroma e sabor - pelo que são necessárias várias pessoas para vigiar os campos. O ouro vermelho, como é designado, não nasceu de uma briga entre divindades gregas mas talvez na península balcânica ou na Ásia Menor, numa época muito anterior à era cristã.
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Deve o seu nome à palavra árabe «az-za'afran» - em latim medieval evoluiu para «safranum» - e foi precisamente pela via árabe que o açafrão penetrou na Península Ibérica.
Os árabes tanto utilizavam o açafrão na cozinha - ainda hoje tomam café com cardamomo e açafrão - como na medicina, graças às suas propriedades anestésicas e anti-espasmódicas. Mas uma das primeiras referências históricas provém de um texto egípcio escrito cerca de 1500 a.C., que refere o cultivo de açafrão em Luxor.
Não deve, pois andar longe da verdade a história segundo a qual Cleópatra utilizava a essência de açafrão para seduzir.
Sabe-se, por exemplo, que os fenícios tinham a tradição de passar a noite de núpcias em lençóis coloridos com açafrão e que os gregos antigos, além de o utilizarem para combater as insónias e curar as ressacas, o consideravam um afrodisíaco poderoso, quando misturado no banho.
Hipócrates, o pai da medicina, descreve-o como um medicamento e Celsus, na Roma pré-cristã, utilizava o açafrão na composição de vários medicamentos contra as dores, a letargia, as cataratas e os venenos.
Uma referência ainda mais distante, um livro de medicina chinesa datado de 2600 a.C., considera o açafrão um fortificante e estimulante sexual.
 

    O açafrão é uma planta bulbosa de flor lilás.
   
    A cor amarela dos cozinhados resulta do corante contido nos estigmas
É no século X que os árabes introduzem o cultivo da planta em Espanha. Hoje, o país produz mais de dez toneladas, das quais apenas um quarto se destina ao consumo interno. Existe produção nas ilhas Baleares e na Andaluzia, mas é na região da Mancha - Albacete, Ciudad Real, Toledo e Cuenca - que se concentra o grosso da actividade, num total de 1500 hectares. Foi durante as Cruzadas que o cultivo se disseminou pela Europa, chegando mesmo a Inglaterra, nomeadamente à cidade de Walden, para onde foi levado no século XIV por um peregrino que regressou da Terra Santa com alguns bolbos escondidos na algibeira.
Certo é que a planta vingou e anos depois já os seus descendentes forneciam açafrão para as padarias e pastelarias, bem como para as fábricas de tecidos, que o utilizavam como pigmento. A cidade, situada a sudeste de Cambridge, foi mais tarde rebaptizada de Saffron Walden, em homenagem a esse episódio passado.
Durante o Renascimento, é Veneza que comanda os destinos do açafrão, mas nos séculos subsequentes as fraudes eram tão frequentes que perdeu prestígio.
Só depois da II Guerra, com o incremento do turismo e a globalização dos hábitos, o açafrão reconquistou o seu lugar na culinária dos países não produtores.
Mas a prática de adulteração deve ser tão antiga como a própria planta. Hoje, o truque mais frequente consiste em adicionar uma parte dos estames amarelos, que são apenas colorantes, flores de cártamo ou corantes artificiais. Para aumentar o peso, os falsificadores humedecem o açafrão com xarope, mel, glicerina e gorduras por vezes difíceis de identificar.
A maioria dos especialistas considera o açafrão espanhol o melhor do mundo, embora sejam feitas referências elogiosas ao açafrão grego, italiano e iraniano.
Em Caxemira, na Índia, também se produz açafrão, mas de qualidade inferior. Maria de Lourdes Modesto prefere o produto espanhol, mas alerta para a necessidade de se utilizar este condimento «sem exageros».
É tão forte que bastam uns pozinhos ou dois ou três filamentos, dissolvidos em água, para aromatizar e colorir um prato. Tem um sabor difícil de definir: ligeiramente acre, quente, como muitas especiarias orientais, e fresco, como se proviesse do mar. «Sabe-me vagamente a fénico», afirma Maria de Lourdes. «Por isso é que raramente condimenta carnes.» Acrescenta ainda que o tomate, o anis, a salva, o pimentão e o caldo de crustáceos são bons companheiros desta especiaria.
Escolher o melhor açafrão pode dar muitas dores de cabeça, mas não será caso para acreditar em Alexandre Dumas que, horrorizado com o seu aroma penetrante, pensou que podia causar cefaleias gravíssimas ou até a morte.
Quem prova açafrão uma vez pode morrer, não da ingestão, mas de prazer.

ALECRIM-PIMENTA


Nome científico: Lippia sidoides.
Nome popular: alecrim-pimenta, lípia, alecrim-pimenta, alecrim-do-nordeste, estrepa-cavalo, alecrim-bravo, alecrim-grande.
Família: Verbenaceae.

Descrição morfológica: mês de floração é maio, e mês de frutificação é julho. É um grande arbusto caducifólio, muito ramificado e quebradiço, com folhas aromáticas e picantes, do semi-arido nordestino. Tem flores pequenas e frutinhos em aquênio, que não germinam. Para a reprodução é preciso mudas.
Origem: planta muito encontrada no semi-árido do nordeste e principalmente no Rio Grande do Norte e no Ceará.  
Partes usadas: as folhas e as flores.




Elemento: Terra e Ar.
Planeta: Sol, Mercúrio.
Propriedades mágicas: aromatizante, harmonização, purificação, limpeza.
Festivais e rituais: Usados em Sabbats de Imbolc, Lammas e Litha.





Propriedades terapêuticas: Antibiótica, antimicótica. afeccções da pele, impingem, mau cheiro dos pés (chulé), axilas e virilhas, afta, corrimento vaginal, acne, escabiose, impigens, caspa, sarna infecciosa, pé-de-atleta, inflamações da boca e garganta. Anti-séptico de uso local para pele e mucosas. As partes medicinais são as folhas e as flores usadas em chás em lavações nasais para rinite alérgica. Também útil para aftas e corrimento vaginal, em gargarejos e lavações, respectivamente. Pode ser feito tintura das folhas a 20%, aplicada em couro cabeludo e afecções da pele, como impingens e "chulé".

Preparo e dosagem:
Infusão: Uma colher de chá de folhas picadas para cada xícara de água, tomar 2 a 3 xícaras por dia.
Tintura: 200 a 300g de folhas frescas com 1/2 l de álcool e 250ml de água. Usar como loção em lavagens e compressas. Para gargarejos e bochechos usar a tintura diluída em duas partes de água.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ABSINTO (mesmo que Losna)


Nome científico: Artemisia absinthium L.
Nome popular: losna, absinto, erva-do-fel, alenjo, erva-de-santa-margarida, sintro e erva-dos-vermes.
Família: Asteraceae.

Origem: originária da Europa
Descrições: Planta pertencente à família das Compostas, originária da Europa, a losna (Artemisia absinthium) é uma planta herbácea, perene (cultivada muitas vezes como anual), que alcança de 1m a 1,20m. de altura. Produz folhas recortadas, de coloração verde-acinzentada e flores amarelas, bem miúdas e reunidas em pequenos cachos. Em algumas regiões do Brasil a floração da planta é difícil, principalmente em locais muito quentes ou com sol intenso; por isso, para finalidades medicinais costuma-se utilizar mais as folhas do que as flores. Também é muito importante lembrar que a losna ou absinto (Artemisia absinthium) não deve ser confundido com outra planta muito conhecida: o abrótano (Artemisia abrotanum) que apresenta folhas mais finas e sabor agradável.
Partes usadas: flores e folhas.



Planeta: Plutão, Lua e Saturno.
Elemento: Terra.
Deuses: Afrodite, Ártemis, Diana e a Grande Mãe e todas as ninfas pagãs da Rússia.

Propriedades mágicas: Amor e prosperidade. Está associado à destruição, como veneno.
Festivais e rituais: Sabbat de Imbolc, Litha e Yule.

Propriedade terapêutica: Como planta digestiva e aperitiva, sua ação se dá pelo estímulo à salivação e à produção de sucos gástricos e, por essa mesma razão, não é recomendada para pessoas que apresentam problemas como úlceras e gastrite. Usada corretamente e sem excessos, a infusão da losna pode aumentar a secreção biliar, favorecendo o funcionamento do fígado e, ingerida meia hora antes da refeição, pode agir como estimulante do apetite e auxiliar da digestão. Além disso, a maceração da planta com álcool, segundo alguns estudos já realizados, apresenta graves perigos, podendo provocar dependência, alucinações e convulsões.
Sua principal indicação é para: anemia, anorexia, azia, circulação, diabete, diarréia, distúrbios digestivos e hepáticos, tuberculose, vermes e muitas outras indicações.
Modo de preparo:
- infusão de uma ou duas colheres de caules cortados por chávena de água, três vezes ao dia;
- infusão de 20g de folhas ou flores em 1 litro de água fervente (aproximadamente por 10 minutos). Tomar uma colher de sopa de hora em hora ou tomar duas xícaras ao dia, antes ou após as refeições principais;
- Xarope Folie’Verte: coloque um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara com água fervente; abafe por alguns minutos e logo depois de coar o ‘chá’, adicione uma xícara de mel e deixe homogeneizar.
Adultos: uma colher de sopa 3x ao dia.        Crianças: uma colher de chá 3x ao dia.
- Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre;
- Massagem da Fada: esfregue-ás sobre as partes afetadas (anti-reumático).


CUIDADOS: Quanto aos cuidados, não é recomendável o uso por mulheres grávidas e crianças.

Usos e cuidados: Os componentes responsáveis pelo uso medicinal da losna ou absinto são: um óleo essencial (vermífugo e emenagogo), absintina (responsável pelo sabor amargo), resinas, tanino, ácidos e nitratos. A palavra "vermute" tem tudo a ver com a losna: significa "warmwurz", ou seja, "raiz quente" e é o nome da losna em alemão. Já em grego, a palavra losna significaria "privado de doçura". A medicina popular desaconselha o uso da losna por mulheres em fase de amamentação, pois a planta "torna o leite amargo". O absinto é famoso desde tempos muito antigos por suas virtudes medicinais, sendo inclusive citado num papiro egípcio que data de 1.600a.C.. Na Grécia Antiga, esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico.




Uma bebida apreciada por intelectuais - "Fada verde" (La Fée Verte)

Absinto destilada feito da erva Artemisia absinthium. Anis, funcho e por vezes outras ervas compõem a bebida. Ela foi criada e utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792.[1]
É por vezes incorretamente chamado de licor, mas é na verdade uma bebida destilada.
O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Vincent van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde.
Tem geralmente uma cor verde-pálida, transparente ou, no caso de envelhecido, castanho claro.
Criada originalmente como infusão medicinal pelo médico francês, com uma porcentagem de álcool muito elevada de 40% e 85%, na Belle epoque tornou-se a bebida da moda, contando com certo poder alucinógeno da planta Artemisia absinthium que a integrava e que deu nome à bebida.
Para apreciação de novos sabores, era servido com torrão de açúcar e láudano, este último um opióide. Sem o láudano, atualmente pode ser consumido com água, que reduz a graduação alcóolica da bebida. Desta forma, sobre o copo com a bebida é colocada uma colher perfurada que sustenta o torrão de açúcar, e por onde passará a água gelada que será vertida lentamente sobre o torrão.

Proibição
·         Na Europa do início do século XX o absinto pode ser considerado uma de droga de massas, levando a população ao alcoolismo e, segundo médicos da época, ocasionando outros problemas de sáude, inclusive mentais, tais como: epilepsia, impotência sexual, tuberculose, sífilis, suicídio e loucura.
·         Em 1873, após noite de consumo de absinto, o poeta Paul Verlaine atirou em Arthur Rimbaud, seu amante na ocasião. Van Gogh, além de suas perturbações inatas, estava sob o efeito do absinto quando cortou a própria orelha e agrediu Gauguin.[2]
·         Na Suíça, considera-se que cerca de 40% da população adulta era dependente da "fada verde". Em 1912, cerca de 220 milhões de litros de absinto eram produzidos na França.[2] O consumo de absinto na França era tão elevado que a hora do consumo foi apelidada de hora verde, entre 17:00 e 19:00 da noite.[3][4]
·         Além dos males causados à saúde popular, o absinto foi responsável pelo aumento da criminalidade. Em 1905, Jean Lanfray assassinou sua família com uma espingarda após grande consumo de outros tipos de álcool e de absinto.[2] Em 1908, por plebiscito popular, foi proibido na Suíca, onde 63,5% dos eleitores apoiaram a proibição. Aplicada em 1910, a lei proibiu o absinto na Suíça. Outros países seguiram e em 1913 os EUA e quase toda Europa haviam adotado a proibição. Apenas na Espanha, Portugal, Dinamarca e e Inglaterra ainda era permitido o consumo, desde que a bebida fosse produzida com quantidade limitada de tujona.[2]
·         Em 1999 no Brasil, foi trazida pelo empresário Lalo Zanini e legalizada no mesmo ano, porém teve de adaptar-se à lei brasileira, com teor alcoólico máximo de 54°GL.


O absinto é usado em bebidas, fragância de vários perfumes, na moda e em contextos artístico, como pintura, canções e poesia...

A "fada verde"
O licor de absinto era muito apreciado por famosos poetas e artistas como Van Gogh, Rimbaud, Baudelaire e Toulouse-Lautrec, entre outros. Ao que tudo indica, aquele destilado de ervas cor verde-esmeralda, também chamado de "fada verde", seria o responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. E, recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, identificaram nas substâncias presentes nos destilados preparados com losna ou absinto, propriedades capazes de causar convulsões, alucinações, surtos psicóticos; dependendo da dosagem. Além disso, os estudos demonstraram que o uso crônico pode provocar danos neurológicos permanentes.
A combinação entre a dosagem de álcool e as substâncias presentes nesta planta pode ser perigosa e, por essa razão, a maioria dos especialistas costuma recomendar o uso da losna ou absinto na forma de infusão (no máximo duas xícaras de chá ao dia) e evitar a extração do sumo por maceração.
Em algumas regiões do Brasil a floração da planta é difícil, principalmente em locais muito quentes ou com sol intenso; por isso, para finalidades medicinais costuma-se utilizar mais as folhas do que as flores. Também é muito importante lembrar que a losna ou absinto (Artemisia absinthium L.) não deve ser confundida com outra planta muito conhecida: o abrótano (Artemisia abrotanum L.) que apresenta folhas mais finas e sabor agradável.

ABÓBORA



Nome científico: Cucurbita moschata (Duch.) Duch. Ex Poir.
Nome popular: Abóbora, jerimum, moranga.
Família: Cucurbitácea.
Origem: Originária da América, era parte da base da alimentação das civilização  Asteca, Inca e Maia.
Descrição: Várias espécies botânicas são chamadas de "abóbora", entre elas Cucurbita moschata, Cucurbita maxima, Cucurbita pepo. Por serem espécies de polinização cruzada, há grande variedade de formas, cores e textura dos frutos, bem como em outras características das plantas. Planta de ciclo anual, caule herbáceo rastejante, provido de gavinhas e raízes adventícias. Apresenta folhas cordiformes ou reniformes, de coloração verde-escura e com áreas prateadas. O produto de importância econômica são os frutos, que podem ultrapassar 50 cm de comprimento e, dependendo da variedade, apresentam formato achatado, alongado com o chamado "pescoço", ovóides, esféricos ou cilíndricos. Podem ser consumidos verdes ou maduros.
Partes usadas: Fruto, sementes.
Descrição da flor: Apresenta flores masculinas e femininas separadamente (planta monóica), de tamanho relativamente grande e coloração amarelo-vivo. As flores femininas possuem o ovário bem destacado, antecipando o formato do fruto.
Planeta: Lua.
Elemento: Água.
Deuses: Hécate, Perséfone, Ísis, Osíris, Hades, Anúbis, Inanna, Ereshkigal.

Propriedades mágicas: as sementes são usadas no óleo do Sabbat de Samhain. É um energizador, pode ser usado para vitalidade, fortalecimento e prosperidade. Em alguns lugares da Europa era usado para banir e afastar os fantasmas de sua casa.
Festivais e rituais: Sabbat de Samhain.

Propriedades terapêuticas: usa-se a farinha feita das sementes torradas como complemento alimentar, ajudando na nutrição. A abóbora é um fruto rico em vitamina A. Também fornece vitaminas do complexo B, cálcio e fósforo. Tem poucas calorias e é de fácil digestão.
Uso e curiosidades: A abóbora é uma hortaliça muito versátil, podendo ser consumida em diferentes formas como saladas, cozidos, refogados, sopas, curau, purê, pães, bolos, pudins e doces. As sementes podem ser torradas e consumidas como aperitivo, sendo além de saborosas, muito ricas em nutrientes, especialmente ferro.


 

sábado, 11 de setembro de 2010

ALECRIM

Nome científico: Rosmarinus officinalis.
Nomes vulgares: alecrim, rosmarino, rosa-marinha, alecrim (verdadeiro), alecrim do reino, alecrim do sul, alecrim-de-jardim e alecrim-rosmarino.
Em outros idiomas: roris marini (latim), rosemary (inglês), romarin (francês), ramerino (italiano) e rosmarin (alemão).
Família: Labiatae.
Partes usadas: Folhas.
Origem: Europa.

Descrição: Arbusto bastante ramificado que chega a medir até 1,5 metros de altura. As folhas são pequenas, finas e cheirosas. São verdes na parte superior e acinzentada no dorso inferior. Suas flores azuis, brancas ou lilás. O alecrim é originário da Europa e é conhecido desde a antiguidade pelas suas propriedades medicinais. Para cultivar o alecrim, basta destacar um galhinho da planta adulta e plantá-lo. Esta planta gosta de clima quente, bastante sol e pouca água. É possível cultivá-lo também em vaso. Pode ser colhida em qualquer época do ano e para reforçar a planta, ela deve ser podada no outono.


O Alecrim é uma planta arrudiada de misticismo.
Entre os povos gregos e romanos era tida como uma erva sagrada.


Os gregos a denominavam “flor por excelência”, e dela se serviam para entretecer suas coroas, com as quais cobriam a cabeça por ocasião de certas festas. O alecrim era queimado nos santuários da Grécia antiga e o seu fumo era utilizado na idade média para desinfectar e afastar maus espíritos. Nas escolas gregas eram usadas auréolas de alecrim nas cabeças das crianças para melhorar nos exames.

O seu cultivo era vulgar nos mosteiros da Europa desde a idade média. Foi companheiro dos portugueses nas Entradas e Bandeiras. Em muitas regiões de Portugal substitui a palma e a oliveira na festa religiosa do Dia de Ramos.

Na Itália era considerada proteção contra as bruxas. Os romanos, acreditavam que esta planta estava associada com o amor e juntamente com o cipreste associada a morte. É uma planta que desde tempos imemoriais tem sido objeto de muitas lendas. e por isso é que era plantada nas soleiras das portas, hábito que perdurou até a Idade Média.

Carlos Magno obrigava os camponeses a cultivá-lo.

Também os egípcios usavam o alecrim em seus ritos, visto que os túmulos têm vestígios da planta.

O verdor de suas hastes com muitas folhas era considerado como um símbolo de imortalidade.
Suas propriedades anti-sépticas também eram reconhecidas nos hospitais franceses, onde o alecrim era queimado durante as epidemias. No norte da França existe o costume de se colocar um ramo de alecrim nas mãos do defunto e depois plantá-lo sobre o seu túmulo.

Os mouros acreditavam que ele espantava as pragas e plantavam arbustos em seus pomares.

Até mesmo a Igreja Católica incorporou o alecrim em seus rituais, queimando-o em incensários desde a antiguidade. Na Igreja Ortodoxa, até hoje se utiliza seu óleo para unção.

Usada como incenso ou carregada como amuleto para atrair bons fluídos, principalmente em casamentos, e afastar mau-olhado, quebranto e inveja.( erva das benzedeiras ou erva das “bruxas”) Na Idade Média, era usada como defumador e fumigantes em dormitórios com pessoas enfermas.
Planeta: Sol, Júpiter, Mercúrio.
Elemento: Fogo, Ar, Terra, Água.
Deuses: Airmid, Amaterasu, Bast, Blodeuwedd, Ceridwen, Ereshkigal, Saraswati, Sekhmet, Hécate, Kali.
Propriedades mágicas: Usado em encantamentos de proteção, para ajudar nos estudos. Lavar as mãos com uma infusão de alecrim substitui um banho de purificação. Está ligado à fidelidade, amor, lembranças felizes. Beba um chá de alecrim antes de fazer um exame ou uma entrevista para ter a mente alerta. O chá de alecrim é ótimo para trazer o ânimo de volta. O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é um símbolo de amizade. Quando queimado emite poderosas vibrações de limpeza e purificação, sendo um dos mais antigos incensos utilizados. Em trabalhos de cura, pode se usar uma infusão de alecrim com junípero (zimbro) para purificar o local, ou então queimá-los. Geralmente é usado como substituto do Frankincense. Um banho de alecrim é muito bom para restaurar as energias, principalmente de convalescentes. O óleo essencial deve ser usado com cuidado, pois pode queimar a pele. A essência tem cheiro muito forte, abafando facilmente outros aromas em uma poção, devendo então ser usada em pequenas quantidades. Essa erva pode ser usada nas comidas e poções dos Sabás Litha, Lammas e Imbolc. Utilização no geral para proteção, banimento, exorcismo, purificação, cura, estudos, amor, sono e restauração de energia, limpeza e concentração, calmante, adivinhação, proteção.
Festivais e rituais: Usados em todos os Sabbats.




Propriedades terapêuticas: As flores e folhas estimulam o fígado e ajudam na digestão de gorduras, por essa razão é geralmente usada para dores de cabeça associadas ao fígado ou estômago. O chá pode ser usado como desinfetante bucal e o vapor para facilitar a respiração.
CUIDADO: Quando alecrim é usado como chá, a dose não deve exceder uma xícara por dia. A overdose pode causar envenenamento fatal. Aumenta a pressão e não deve ser usado por mulheres grávidas.

Modo de usar:
Infusão:
- 1 xícara (café) de folhas secas ou frescas em ½ litro d’água. Tomar 1 xícara (chá) em intervalos de 6hs.
- 5 a 15g de folhas em 1 litro de água fervente. Deixar esfriar, coar e tomar 1 xícara de chá 3 vezes ao dia.
- 1 colher de chá de folhas em 1 xícara de água quente. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.
Pó de folhas secas:
- pulverizadas sobre feridas, como cicatrizantes.
Tintura:
- 50g de folhas secas em 1 litro de álcool de cereais. Deixar por 5 dias, filtrar e conservar em vasilhame escuro. Tomar 40gotas diluídas em um copo de água, por 10 a 15 dias: hemorróidas;
- 10 xícaras (café) de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. Deixar macerar por 5 dias. Tomar, com um pouco de água, uma colher (chá) 2 vezes ao dia.
Extrato fluído: 1 a 5ml/dia.
Decocção a 2,5%: de 50 a 200ml/dia
Xarope: em ½ litro de xarope, adicionar o suco de 4 xícaras (café) de alecrim. Tomar 1 colher a cada 3hs.
Banho: ferver 3 xícaras (chá) de folhas em 1 litro de água por 5 min. Coar, esfriar e misturar à água da banheira.
Vinho: 50g de folhas em 01 litro de vinho tinto durante 10 dias, filtrar e adoçar com mel. Tomar 01 cálice antes das refeições.
Xampus: 5% de extrato glicólico.
Loções capilares, dentifrícios: 3% de extrato glicolico.
Uso externo: infusão a 5%.

Propriedades culinárias: De sabor fresco e doce, o alecrim é recomendado no preparo de uma grande variedade de carnes, em especial de porco e carneiro. Dá sabor especial a batatas e manteigas. Pode ser usado como decoração em pratos prontos antes de servi-los. Faz parte do famoso Herbes de Provence (tempero francês com várias ervas). Pode ser empregado para aromatizar vinagres. Não perde seu sabor no cozimento, como outras folhas fazem. As folhas frecas possuem aroma mais puro, sendo preferidas. Utilizado com peixes, carnes, aves e vegetais, é freqüentemente combinado a batatas, abobrinhas, berinjelas e tomates preparados em azeite. Na Itália, a carne de cordeiro é raramente preparada sem esta erva e aves assadas envoltas em ramos de alecrim são muito populares. Efeito similar pode ser obtido com ramos de alecrim colocados sobre carvão em brasa em churrasqueiras.

Propriedades Aromáticas: estimulante físico e mental, analgésico, tônico, fortalecedor, purificador, refrescante e protetor. Na Aromaterapia o Óleo de Alecrim é um óleo que anima, alegra, combate a apatia, memória fraca e a melancolia. “Como erva das recordações” ajuda-nos a relembrar nosso padrão verdadeiro. O campo de força de Luz azul violeta produzido pelo Alecrim confirma sua reputação dos tempos antigos como protetor psíquico e para ajuda no desenvolvimento da “Visão interior”. Estimula a sensibilidade e reaviva o espírito lânguido. O óleo essencial de alecrim é utilizado para dores musculares, reumatismo, artrite, prisão de ventre, tosse, sinusite, resfriado, bronquite, enxaqueca, deficiência de memória, cansaço. Suas folhas emanam um aroma adocicado e penetrante, muito usado contra a fadiga física

Uso caseiro: Inseticirim frescos, colocados entre as roupas defendem-nas de ataque de traças. Desinfetante de alecrim: ferver folhas e pequenos caules de alecrim por mda natural, plantado na horta protege as outras plantas. Ramos de aleceia hora. Quanto menos água mais concentrado. Espremer e usar para limpar louças e casas de banho. Para desengordurar melhor, misturar um pouco de detergente. Guardar na geladeira dura uma semana. Galhos floridos secando num vaso na casa estimula a memória.

Curiosidades: O nome Rosmarinus (do latim) significa “orvalho que vem do mar”. Ele é justificado pelas flores azuladas que inundam as praias do Mediterrâneo, lembrando o orvalho. Além de ser símbolo de fidelidade entre namorados, era usado na Era Medieval para purificar os quartos de doentes. Pela reputação de estimular a memória, conta-se que estudantes gregos usavam ramos de Alecrim nos cabelos, quando submetidos a exames. Carlos Magno obrigava os camponeses a cultivá-lo. Foi companheiro dos portugueses nas Entradas e Bandeiras. Antigamente queimava-se caules de alecrim para purificar o ar do quarto de doentes em hospitais. No Rio Grande do Norte existe um time de futebol clube que recebe o nome de Alecrim F.C./Siker. Musica infantil.

Lendas e Mitos: Conta-se que numa viagem Nossa Senhora sentou-se à sombra de um alecrim para dar de mamar ao menino Jesus: por isso acredita-se que a planta nunca atinja altura superior à de Jesus adulto. Outro conto diz que a Bela Adormecida foi acordada pelo príncipe com um ramo de alecrim.Os gregos usavam coroas de alecrim em festas, como símbolo da imortalidade.A crendice popular usa o alecrim para afastar olho gordo, erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos. Tocar com alecrim na pessoa amada faz ter seu amor para sempre.


Shakespeare o referiu em Hamlet – “Eis Alecrim, isto é para a memória”.


E a erva já foi, inclusive por diversas vezes, tema de várias músicas como esta do cancioneiro popular:


Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado

Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado

Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo
É o alecrim

Alecrim, alecrim miúdo
Que nasceu no mato
Perfumando tudo

Alecrim, alecrim miúdo
Que nasceu no mato
Perfumando tudo

Foi meu amor
Quem me disse assim
Que a flor do campo
 o alecrim

Compilado por Geni Mafra Souza

 
Alecrim

Eliana


Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos.(bis)

Oh! meu amor,
Quem te disse a ti,
Que a flor do monte
Era o alecrim.(bis)


Alecrim, alecrim dourado
Que nasce no monte
Sem ser semeado(bis).


Oh! meu amor,
Quem te disse a ti,
Que a flor do monte
È o alecrim.(bis)


Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos.(bis)

Oh! meu amor,
Quem te disse a ti,
Que a flor do monte
Era o alecrim.(bis)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MANIPULAÇÃO DA PLANTA: COLETA, SECAGEM E ARMAZENAMENTO


Coleta e Ponto de coleta
 
Pela manhã, logo que secar o orvalho das plantas. É sempre melhor colher as plantas medicinais em dias amenos, sem chuva, no período de estio, em horário de sol fraco e suave.
  • As raízes podem permanecer por algum tempo ao sol e colhidos quando a planta estiver adulta.
  • As folhas, brotos e talinhos devem ser escolhidos antes das floradas.
  • As flores devem ser colhidas no início da floração. Flores como camomila e rosa-branca, devem ser colhidas antes da maturação completa. Espere que o botão se abra pela metade e então colha.
  • Coletar frutos e sementes quando atingirem a maturação total.
  • Casca e entrecasca devem ser colhidos quando a planta estiver florida.
  • Evite a coleta de plantas com manchas, terra, poeira, órgãos deformados, etc.
  • Nunca use água para lavar folhas e raízes que você pretende conservar.

Pós-colheita
 
Normalmente, após a colheita das plantas, pode-se fazer o uso direto do material fresco, para banhos, produzir águas aromáticas ou a secagem, permitindo a conservação e possibilitar a utilização das plantas a qualquer tempo e não somente quando atingirem o ponto de colheita.

Cuidados que antecedem a secagem
 
Antes da secagem:
  • Não se deve lavar as plantas antes da secagem, exceto no caso de raízes e rizomas que devem ser lavados. Caso a parte aérea das plantas esteja muito suja, usa-se água limpa para uma lavagem e efetua-se uma agitação branda dos ramos logo em seguida para eliminar a maior parte da água sobre a superfície da planta. Deve-se separar as plantas de espécies diferentes.
  • As plantas colhidas e transportadas ao local de secagem não devem receber raios solares.
  • As plantas colhidas inteiras devem ter cada parte (folhas, flores, sementes, frutos e raízes) colocadas para secar em separado e conservadas depois em recipientes separados.
  • Quando as raízes são volumosas, pode-se cortá-las em pedaços ou fatias para facilitar a secagem.
  • Para secar as folhas, a melhor maneira é conservá-las com seus talos. Folhas grandes devem ser secas separadas do caule. Nas folhas com nervura principal muito espessa, como alcachofra (Cynara scolymus), estas são removidas para facilitar a secagem.

Secagem
 
Espalhe a planta ou suas partes sobre um pano ou plástico:
  • Seque o material à sombra, evitando secagens ao sol e ao fogo, porque alteram a qualidade da planta;
  • Raizes, caules e cascas podem ser secos ao sol;
  • As flores precisam secar sem receber luz solar direta; Brotos, folhas e plantas inteiras são secos à sombra, em lugares arejados;
  • Quando se tornarem quebradiças, as plantas estarão prontas para uso, devendo serem guardadas em vidros fechados, longe da luz, pó e umidade.

Métodos de secagem
 
A secagem pode ser conduzida em condições ambientes ou artificialmente com uso de estufas, secadoras, etc

Secagem natural

A secagem natural é um processo lento, que deve ser conduzido à sombra, em local ventilado, protegido de poeira e do ataque de insetos e outros animais. Este processo é recomendado para regiões que tenham condições climáticas favoráveis, relacionadas principalmente a alta ventilação e temperatura, com baixa umidade relativa.
Coloca-se sobre um tecido limpo de preferência algodão, e cobrindo com outro tecido para ajudar na secagem e manté-la limpa.Deve-se espalhar o material a ser seco em camadas finas, permitindo assim a circulação de ar entre as partes vegetais, o que favorece a secagem mais uniforme. Em geral, a espessura da camada de plantas na secagem é de 3 cm para folhas e 15 a 20 cm para flores e unidades floridas. Outra maneira prática é dependurar as plantas em feixes pequenos amarrados com barbante. Os feixes devem ficar afastados entre si. Este método não é adequado para plantas cujas folhas caem durante a secagem, como o manjericão.
As plantas secas nestas condições vão ter um teor de umidade em equilíbrio com a umidade relativa do ambiente. Se esta for baixa, tanto menor vai ser o teor de umidade ao final da secagem, o que melhora a conservação do material seco.

Secagem artificial

O uso de forno de microondas também é uma alternativa para secagem das plantas. As folhas mais tenras e suculentas levam cerca de 3 minutos na secagem, e as ervas com folhas pequenas, mais secas, apenas 1 minuto. Por esse método preserva-se a cor e aroma das folhas.

A secagem do forno acelera extremamente o processo de secagem. Pré-aqueça o forno a 50ºC. Coloque as ervas no papel marrom em cremalheiras do forno e pique algumas réguas no papel para aumentar o movimento de ar. A porta do forno deve ser deixada ligeiramente aberta para permitir que a umidade escape. Deixe as ervas para uma hora, antes de girar e de sair para uma outra hora. Antes que forem tomados fora do forno, devem estar torrada e seca com cor razoável.

Armazenamento

O armazenamento deve ser feito preferencialmente em ambiente arejado e seco, sem acesso de poeira ou animais.
Para o armazenamento das ervas é indicado que sejam colocados em recipientes de vidros com tampas de metal, e guardados em lugares sem umidade e sem incidência de luz, isso pode garantir uma maior durabilidade dessas ervas, ou sacos de polietileno ou polipropileno, que também parecem permitir boa conservação. O uso de sacos de juta tem sido utilizado em curto prazo. Os potes devem ser esterilizados, de modo caseiro isso pode ser feito, fervendo os vidros ou colocando água quente dentro deles, não se recomenda ferver as tampas plásticas, isso pode danificá-las.