sábado, 11 de setembro de 2010

ALECRIM

Nome científico: Rosmarinus officinalis.
Nomes vulgares: alecrim, rosmarino, rosa-marinha, alecrim (verdadeiro), alecrim do reino, alecrim do sul, alecrim-de-jardim e alecrim-rosmarino.
Em outros idiomas: roris marini (latim), rosemary (inglês), romarin (francês), ramerino (italiano) e rosmarin (alemão).
Família: Labiatae.
Partes usadas: Folhas.
Origem: Europa.

Descrição: Arbusto bastante ramificado que chega a medir até 1,5 metros de altura. As folhas são pequenas, finas e cheirosas. São verdes na parte superior e acinzentada no dorso inferior. Suas flores azuis, brancas ou lilás. O alecrim é originário da Europa e é conhecido desde a antiguidade pelas suas propriedades medicinais. Para cultivar o alecrim, basta destacar um galhinho da planta adulta e plantá-lo. Esta planta gosta de clima quente, bastante sol e pouca água. É possível cultivá-lo também em vaso. Pode ser colhida em qualquer época do ano e para reforçar a planta, ela deve ser podada no outono.


O Alecrim é uma planta arrudiada de misticismo.
Entre os povos gregos e romanos era tida como uma erva sagrada.


Os gregos a denominavam “flor por excelência”, e dela se serviam para entretecer suas coroas, com as quais cobriam a cabeça por ocasião de certas festas. O alecrim era queimado nos santuários da Grécia antiga e o seu fumo era utilizado na idade média para desinfectar e afastar maus espíritos. Nas escolas gregas eram usadas auréolas de alecrim nas cabeças das crianças para melhorar nos exames.

O seu cultivo era vulgar nos mosteiros da Europa desde a idade média. Foi companheiro dos portugueses nas Entradas e Bandeiras. Em muitas regiões de Portugal substitui a palma e a oliveira na festa religiosa do Dia de Ramos.

Na Itália era considerada proteção contra as bruxas. Os romanos, acreditavam que esta planta estava associada com o amor e juntamente com o cipreste associada a morte. É uma planta que desde tempos imemoriais tem sido objeto de muitas lendas. e por isso é que era plantada nas soleiras das portas, hábito que perdurou até a Idade Média.

Carlos Magno obrigava os camponeses a cultivá-lo.

Também os egípcios usavam o alecrim em seus ritos, visto que os túmulos têm vestígios da planta.

O verdor de suas hastes com muitas folhas era considerado como um símbolo de imortalidade.
Suas propriedades anti-sépticas também eram reconhecidas nos hospitais franceses, onde o alecrim era queimado durante as epidemias. No norte da França existe o costume de se colocar um ramo de alecrim nas mãos do defunto e depois plantá-lo sobre o seu túmulo.

Os mouros acreditavam que ele espantava as pragas e plantavam arbustos em seus pomares.

Até mesmo a Igreja Católica incorporou o alecrim em seus rituais, queimando-o em incensários desde a antiguidade. Na Igreja Ortodoxa, até hoje se utiliza seu óleo para unção.

Usada como incenso ou carregada como amuleto para atrair bons fluídos, principalmente em casamentos, e afastar mau-olhado, quebranto e inveja.( erva das benzedeiras ou erva das “bruxas”) Na Idade Média, era usada como defumador e fumigantes em dormitórios com pessoas enfermas.
Planeta: Sol, Júpiter, Mercúrio.
Elemento: Fogo, Ar, Terra, Água.
Deuses: Airmid, Amaterasu, Bast, Blodeuwedd, Ceridwen, Ereshkigal, Saraswati, Sekhmet, Hécate, Kali.
Propriedades mágicas: Usado em encantamentos de proteção, para ajudar nos estudos. Lavar as mãos com uma infusão de alecrim substitui um banho de purificação. Está ligado à fidelidade, amor, lembranças felizes. Beba um chá de alecrim antes de fazer um exame ou uma entrevista para ter a mente alerta. O chá de alecrim é ótimo para trazer o ânimo de volta. O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é um símbolo de amizade. Quando queimado emite poderosas vibrações de limpeza e purificação, sendo um dos mais antigos incensos utilizados. Em trabalhos de cura, pode se usar uma infusão de alecrim com junípero (zimbro) para purificar o local, ou então queimá-los. Geralmente é usado como substituto do Frankincense. Um banho de alecrim é muito bom para restaurar as energias, principalmente de convalescentes. O óleo essencial deve ser usado com cuidado, pois pode queimar a pele. A essência tem cheiro muito forte, abafando facilmente outros aromas em uma poção, devendo então ser usada em pequenas quantidades. Essa erva pode ser usada nas comidas e poções dos Sabás Litha, Lammas e Imbolc. Utilização no geral para proteção, banimento, exorcismo, purificação, cura, estudos, amor, sono e restauração de energia, limpeza e concentração, calmante, adivinhação, proteção.
Festivais e rituais: Usados em todos os Sabbats.




Propriedades terapêuticas: As flores e folhas estimulam o fígado e ajudam na digestão de gorduras, por essa razão é geralmente usada para dores de cabeça associadas ao fígado ou estômago. O chá pode ser usado como desinfetante bucal e o vapor para facilitar a respiração.
CUIDADO: Quando alecrim é usado como chá, a dose não deve exceder uma xícara por dia. A overdose pode causar envenenamento fatal. Aumenta a pressão e não deve ser usado por mulheres grávidas.

Modo de usar:
Infusão:
- 1 xícara (café) de folhas secas ou frescas em ½ litro d’água. Tomar 1 xícara (chá) em intervalos de 6hs.
- 5 a 15g de folhas em 1 litro de água fervente. Deixar esfriar, coar e tomar 1 xícara de chá 3 vezes ao dia.
- 1 colher de chá de folhas em 1 xícara de água quente. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.
Pó de folhas secas:
- pulverizadas sobre feridas, como cicatrizantes.
Tintura:
- 50g de folhas secas em 1 litro de álcool de cereais. Deixar por 5 dias, filtrar e conservar em vasilhame escuro. Tomar 40gotas diluídas em um copo de água, por 10 a 15 dias: hemorróidas;
- 10 xícaras (café) de folhas secas em ½ litro de álcool de cereais ou aguardente. Deixar macerar por 5 dias. Tomar, com um pouco de água, uma colher (chá) 2 vezes ao dia.
Extrato fluído: 1 a 5ml/dia.
Decocção a 2,5%: de 50 a 200ml/dia
Xarope: em ½ litro de xarope, adicionar o suco de 4 xícaras (café) de alecrim. Tomar 1 colher a cada 3hs.
Banho: ferver 3 xícaras (chá) de folhas em 1 litro de água por 5 min. Coar, esfriar e misturar à água da banheira.
Vinho: 50g de folhas em 01 litro de vinho tinto durante 10 dias, filtrar e adoçar com mel. Tomar 01 cálice antes das refeições.
Xampus: 5% de extrato glicólico.
Loções capilares, dentifrícios: 3% de extrato glicolico.
Uso externo: infusão a 5%.

Propriedades culinárias: De sabor fresco e doce, o alecrim é recomendado no preparo de uma grande variedade de carnes, em especial de porco e carneiro. Dá sabor especial a batatas e manteigas. Pode ser usado como decoração em pratos prontos antes de servi-los. Faz parte do famoso Herbes de Provence (tempero francês com várias ervas). Pode ser empregado para aromatizar vinagres. Não perde seu sabor no cozimento, como outras folhas fazem. As folhas frecas possuem aroma mais puro, sendo preferidas. Utilizado com peixes, carnes, aves e vegetais, é freqüentemente combinado a batatas, abobrinhas, berinjelas e tomates preparados em azeite. Na Itália, a carne de cordeiro é raramente preparada sem esta erva e aves assadas envoltas em ramos de alecrim são muito populares. Efeito similar pode ser obtido com ramos de alecrim colocados sobre carvão em brasa em churrasqueiras.

Propriedades Aromáticas: estimulante físico e mental, analgésico, tônico, fortalecedor, purificador, refrescante e protetor. Na Aromaterapia o Óleo de Alecrim é um óleo que anima, alegra, combate a apatia, memória fraca e a melancolia. “Como erva das recordações” ajuda-nos a relembrar nosso padrão verdadeiro. O campo de força de Luz azul violeta produzido pelo Alecrim confirma sua reputação dos tempos antigos como protetor psíquico e para ajuda no desenvolvimento da “Visão interior”. Estimula a sensibilidade e reaviva o espírito lânguido. O óleo essencial de alecrim é utilizado para dores musculares, reumatismo, artrite, prisão de ventre, tosse, sinusite, resfriado, bronquite, enxaqueca, deficiência de memória, cansaço. Suas folhas emanam um aroma adocicado e penetrante, muito usado contra a fadiga física

Uso caseiro: Inseticirim frescos, colocados entre as roupas defendem-nas de ataque de traças. Desinfetante de alecrim: ferver folhas e pequenos caules de alecrim por mda natural, plantado na horta protege as outras plantas. Ramos de aleceia hora. Quanto menos água mais concentrado. Espremer e usar para limpar louças e casas de banho. Para desengordurar melhor, misturar um pouco de detergente. Guardar na geladeira dura uma semana. Galhos floridos secando num vaso na casa estimula a memória.

Curiosidades: O nome Rosmarinus (do latim) significa “orvalho que vem do mar”. Ele é justificado pelas flores azuladas que inundam as praias do Mediterrâneo, lembrando o orvalho. Além de ser símbolo de fidelidade entre namorados, era usado na Era Medieval para purificar os quartos de doentes. Pela reputação de estimular a memória, conta-se que estudantes gregos usavam ramos de Alecrim nos cabelos, quando submetidos a exames. Carlos Magno obrigava os camponeses a cultivá-lo. Foi companheiro dos portugueses nas Entradas e Bandeiras. Antigamente queimava-se caules de alecrim para purificar o ar do quarto de doentes em hospitais. No Rio Grande do Norte existe um time de futebol clube que recebe o nome de Alecrim F.C./Siker. Musica infantil.

Lendas e Mitos: Conta-se que numa viagem Nossa Senhora sentou-se à sombra de um alecrim para dar de mamar ao menino Jesus: por isso acredita-se que a planta nunca atinja altura superior à de Jesus adulto. Outro conto diz que a Bela Adormecida foi acordada pelo príncipe com um ramo de alecrim.Os gregos usavam coroas de alecrim em festas, como símbolo da imortalidade.A crendice popular usa o alecrim para afastar olho gordo, erva da juventude eterna, do amor, amizade e alegria de viver. Erva colocada debaixo do travesseiro afasta maus sonhos. Tocar com alecrim na pessoa amada faz ter seu amor para sempre.


Shakespeare o referiu em Hamlet – “Eis Alecrim, isto é para a memória”.


E a erva já foi, inclusive por diversas vezes, tema de várias músicas como esta do cancioneiro popular:


Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado

Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado

Foi meu amor
Que me disse assim
Que a flor do campo
É o alecrim

Alecrim, alecrim miúdo
Que nasceu no mato
Perfumando tudo

Alecrim, alecrim miúdo
Que nasceu no mato
Perfumando tudo

Foi meu amor
Quem me disse assim
Que a flor do campo
 o alecrim

Compilado por Geni Mafra Souza

 
Alecrim

Eliana


Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos.(bis)

Oh! meu amor,
Quem te disse a ti,
Que a flor do monte
Era o alecrim.(bis)


Alecrim, alecrim dourado
Que nasce no monte
Sem ser semeado(bis).


Oh! meu amor,
Quem te disse a ti,
Que a flor do monte
È o alecrim.(bis)


Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos.(bis)

Oh! meu amor,
Quem te disse a ti,
Que a flor do monte
Era o alecrim.(bis)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

MANIPULAÇÃO DA PLANTA: COLETA, SECAGEM E ARMAZENAMENTO


Coleta e Ponto de coleta
 
Pela manhã, logo que secar o orvalho das plantas. É sempre melhor colher as plantas medicinais em dias amenos, sem chuva, no período de estio, em horário de sol fraco e suave.
  • As raízes podem permanecer por algum tempo ao sol e colhidos quando a planta estiver adulta.
  • As folhas, brotos e talinhos devem ser escolhidos antes das floradas.
  • As flores devem ser colhidas no início da floração. Flores como camomila e rosa-branca, devem ser colhidas antes da maturação completa. Espere que o botão se abra pela metade e então colha.
  • Coletar frutos e sementes quando atingirem a maturação total.
  • Casca e entrecasca devem ser colhidos quando a planta estiver florida.
  • Evite a coleta de plantas com manchas, terra, poeira, órgãos deformados, etc.
  • Nunca use água para lavar folhas e raízes que você pretende conservar.

Pós-colheita
 
Normalmente, após a colheita das plantas, pode-se fazer o uso direto do material fresco, para banhos, produzir águas aromáticas ou a secagem, permitindo a conservação e possibilitar a utilização das plantas a qualquer tempo e não somente quando atingirem o ponto de colheita.

Cuidados que antecedem a secagem
 
Antes da secagem:
  • Não se deve lavar as plantas antes da secagem, exceto no caso de raízes e rizomas que devem ser lavados. Caso a parte aérea das plantas esteja muito suja, usa-se água limpa para uma lavagem e efetua-se uma agitação branda dos ramos logo em seguida para eliminar a maior parte da água sobre a superfície da planta. Deve-se separar as plantas de espécies diferentes.
  • As plantas colhidas e transportadas ao local de secagem não devem receber raios solares.
  • As plantas colhidas inteiras devem ter cada parte (folhas, flores, sementes, frutos e raízes) colocadas para secar em separado e conservadas depois em recipientes separados.
  • Quando as raízes são volumosas, pode-se cortá-las em pedaços ou fatias para facilitar a secagem.
  • Para secar as folhas, a melhor maneira é conservá-las com seus talos. Folhas grandes devem ser secas separadas do caule. Nas folhas com nervura principal muito espessa, como alcachofra (Cynara scolymus), estas são removidas para facilitar a secagem.

Secagem
 
Espalhe a planta ou suas partes sobre um pano ou plástico:
  • Seque o material à sombra, evitando secagens ao sol e ao fogo, porque alteram a qualidade da planta;
  • Raizes, caules e cascas podem ser secos ao sol;
  • As flores precisam secar sem receber luz solar direta; Brotos, folhas e plantas inteiras são secos à sombra, em lugares arejados;
  • Quando se tornarem quebradiças, as plantas estarão prontas para uso, devendo serem guardadas em vidros fechados, longe da luz, pó e umidade.

Métodos de secagem
 
A secagem pode ser conduzida em condições ambientes ou artificialmente com uso de estufas, secadoras, etc

Secagem natural

A secagem natural é um processo lento, que deve ser conduzido à sombra, em local ventilado, protegido de poeira e do ataque de insetos e outros animais. Este processo é recomendado para regiões que tenham condições climáticas favoráveis, relacionadas principalmente a alta ventilação e temperatura, com baixa umidade relativa.
Coloca-se sobre um tecido limpo de preferência algodão, e cobrindo com outro tecido para ajudar na secagem e manté-la limpa.Deve-se espalhar o material a ser seco em camadas finas, permitindo assim a circulação de ar entre as partes vegetais, o que favorece a secagem mais uniforme. Em geral, a espessura da camada de plantas na secagem é de 3 cm para folhas e 15 a 20 cm para flores e unidades floridas. Outra maneira prática é dependurar as plantas em feixes pequenos amarrados com barbante. Os feixes devem ficar afastados entre si. Este método não é adequado para plantas cujas folhas caem durante a secagem, como o manjericão.
As plantas secas nestas condições vão ter um teor de umidade em equilíbrio com a umidade relativa do ambiente. Se esta for baixa, tanto menor vai ser o teor de umidade ao final da secagem, o que melhora a conservação do material seco.

Secagem artificial

O uso de forno de microondas também é uma alternativa para secagem das plantas. As folhas mais tenras e suculentas levam cerca de 3 minutos na secagem, e as ervas com folhas pequenas, mais secas, apenas 1 minuto. Por esse método preserva-se a cor e aroma das folhas.

A secagem do forno acelera extremamente o processo de secagem. Pré-aqueça o forno a 50ºC. Coloque as ervas no papel marrom em cremalheiras do forno e pique algumas réguas no papel para aumentar o movimento de ar. A porta do forno deve ser deixada ligeiramente aberta para permitir que a umidade escape. Deixe as ervas para uma hora, antes de girar e de sair para uma outra hora. Antes que forem tomados fora do forno, devem estar torrada e seca com cor razoável.

Armazenamento

O armazenamento deve ser feito preferencialmente em ambiente arejado e seco, sem acesso de poeira ou animais.
Para o armazenamento das ervas é indicado que sejam colocados em recipientes de vidros com tampas de metal, e guardados em lugares sem umidade e sem incidência de luz, isso pode garantir uma maior durabilidade dessas ervas, ou sacos de polietileno ou polipropileno, que também parecem permitir boa conservação. O uso de sacos de juta tem sido utilizado em curto prazo. Os potes devem ser esterilizados, de modo caseiro isso pode ser feito, fervendo os vidros ou colocando água quente dentro deles, não se recomenda ferver as tampas plásticas, isso pode danificá-las.

 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

HISTÓRIA DAS ERVAS MEDICINAIS


O Conhecimento histórico do uso de plantas medicinais nos mostra ao longo da História da Humanidade que pela própria necessidade humana, as plantas foram os primeiros recursos terapêuticos utilizados.

A história da terapêutica começa provavelmente por Mitridates, rei de Ponto, Século II a. C. sendo ele o primeiro farmacologista experimental. Nessa época, já eram conhecidos os Opiáceos, a Cila e inúmeras plantas tóxicas. No Papiro de Ebers, de 1550 a. C. descoberto em meados de século passado em Luxor, no Egito, foram mencionadas cerca de 700 drogas diferentes, incluindo extratos de plantas, metais (chumbo e cobre) e veneno de animais (Almeida, 1993 in Carneiro, S. M. de B, 1997).

 
Recorrer às virtudes curativas de alguns vegetais, é uma das primeiras manifestações do homem, marcando um antigo desejo de compreender e utilizar a natureza como recurso terapêutico, nas doenças que afligem o corpo e a alma. Se voltasse ao passado, perceber-se-ia que a prática de utilização das plantas como meios de cura das doenças não mudaram, mas por falta de informações algumas pessoas não sabem, nos dias de hoje, usar essas plantas para o seu consumo, desconhecendo os seus benefícios.

Os primeiros escritos sobres as ervas relatam sua importância nos cerimoniais de magia e medicina. Há placas de barro babilônicas de 3.000 anos a.C., que ilustravam tratamentos médicos, e outras mais recentes que registram importações de ervas. Durante os 1000 anos subseqüentes, culturas paralelas na China, Assíria, Egito e Índia, desenvolveram registros escritos de ervas medicinais onde existem antigos escritos ocidentais que descrevem uma mistura de utilizações medicinais e mágicas para as plantas, e há escritos egípcios, de 1550 anos a.C., com receitas médicas e anotações sobre a utilização aromática e cosmética das ervas.

 
Registos no Mundo



Oriente – O país com mais longa e ininterrupta tradição nas ervas é a China. Quando morreu em 2698 A.C., o lendário imperador Shen Nultg já tinha provado 100 ervas; ele menciona em seu “Cânone das Ervas” 252 plantas, muitas ainda em uso. Cem anos mais tarde, o Imperador Amarelo, Huang Ti, formalizou a Teoria Médica no Nei Ching. No século VII, o governo da dinastia Tang imprimiu e distribuiu pela China uma Revisão do Cânone de Ervas. Em 1578, Li Shizhen completou seu “Compêndio de Matéria Médica”, onde listou 1800 substâncias medicinais e 11.000 receitas de compostos.

Médio Oriente – Placas de barro de 3.000 A.C. registram importações de ervas para a Babilônia (trocas com a China aconteceram por volta de 2.000 A.C.). Farmacopéia babilónia abrangia 1400 plantas. O primeiro médico egípcio conhecido foi Imhotep (2980 a 2900 A.C.). Grande curandeiro foi deificado, e utilizava ervas medicinais em seus preparados mágicos. Os Papiros de Ebers do Egito foram um dos herbários mais antigos que se têm conhecimento, datando de 1550 A.C., e ainda está em exibição no Museu de Leipzig (são 125 plantas e 811 receitas). Na mesma época, médicos indianos desenvolviam avançadas técnicas cirúrgicas e de diagnóstico, e usavam centenas de ervas nos seus tratamentos. Segundo os hindus “as ervas eram as filhas prediletas dos deuses”.

Grécia – No século XIII A.C. um curandeiro chamado Asclépio, grande conhecedor de ervas, concebeu um sistema de cura, fundando o primeiro spa de que se tem conhecimento, com tratamentos baseados em chás.Os templos de cura apareceram em toda Grécia e Asclépio foi deificado. Seiscentos anos depois, Tales de Mileto e Pitágoras compilaram essas receitas. Os gregos adquiriram seus conhecimentos de ervas na Índia, Babilônia, Egito e até na China.

Idade das trevas – Nesta fase, a Pérsia tomou-se o centro de perfeição da época, com as receitas gregas sendo traduzidas para o árabe. Na Europa os progressos foram dificultados pela Igreja, que não via com bons olhos a aprendizagem científica, e encaravam a doença como um castigo; a medicina das plantas restringiu-se aos monges nos mosteiros e a algumas mulheres de aldeias remotas.

Renascimento – O século XV traz a era dourada para as ervas. A partir da observação dos resultados dos remédios à base de ervas descobriram a cura para inúmeras doenças. Nesse tempo de descobertas as mulheres foram proibidas de estudar e os curandeiros não profissionais eram hereges.

Idade Industrial e Moderna – A ciência levou ao desenvolvimento o assunto ervas, sintetizando partes das plantas e concentrando dosagens. O uso mais baixo das ervas foi no início do séc. XX, mas com os efeitos secundários das drogas artificiais. Com a ecologia incentivando uma volta ao uso de medicamentos naturais, está acontecendo um renascimento fantástico da utilização das ervas.

América – O primeiro herbário das Américas é o Manuscrito Badanius, o herbário asteca, do séc. XVI, em Nahuat. No Brasil, em 1995, o consumo de medicamentos caiu a níveis alarnlantes. A pesquisa SOS FARMA, para levantar as causas, descobriu que, das 400 família pesquisadas, 91,9% se automedicavam com ervas e 46,6% as cultivavam nos quintais. Dados da Assoc. Brasil da Ind. Farm. apontam que as vendas de medicamentos sintéticos cresceram 16% naquele ano, enquanto o consumo de fitoterápicos subiu 20%. Tanto assim que a CEME, central de medicamentos, está financiando pesquisas em universidades. Muitos médicos acreditam que o uso de fitoterápicos pode reduzir à metade os gastos da população com medicamentos e com os mesmos resultados dos alopáticos.

No Brasil

O Brasil tem uma das mais ricas biodiversidades do planeta, com milhares de espécies em sua flora e fauna. Possivelmente, a utilização das plantas – não só como alimento, mas também como fonte terapêutica começou desde que os primeiros habitantes chegaram ao Brasil, há cerca de 12 mil anos, dando origem aos paleoníndios amazônicos, dos quais derivaram as principais tribos indígenas do país. Pouco, no entanto, se conhece sobre esse período, além das pinturas rupestres.

Os colonizadores observavam e anotavam o uso freqüente de ervas pelos Índios : “Os Índios precedem de laboratórios, ademais, sempre tem à mão sucos verdes e frescos de ervas. Enjeitam os remédios compostos de vários ingredientes, preferem os mais simples, em qualquer caso de cura, visto que por este medicamentos os corpos não ficam tão irritados.”

Um pouco mais tarde, entre 1560 a 1580, o padre José de Anchieta detalhou melhor as plantas comestíveis e medicinais do Brasil em suas cartas ao Superior Geral da Companhia de Jesus. descreveu em detalhes alimentos como o feijão, o trigo, a cevada, o milho, o grão-de-bico, a lentilha, o cará, o palmito e a mandioca, que era o principal alimento dos índios. Anchieta citou também verduras como a taioba-rosa, a mostarda, a alface, a couve, falou das furtas nativas como a banana, o marmelo, a uva, o citrus e o melão, e mostrou a importância que os índios davam às pinhas das araucárias.

Das plantas medicinais, especificamente, Anchieta falou muito em uma “erva boa”, a hortelã-pimenta, que era utilizada pelos índios contra indigestões, para aliviar nevralgias e para o reumatismo e as doenças nervosas. Exaltou também as qualidades do capim-rei, do ruibarbo do brejo, da ipecacuanha-preta, que servia como purgativo, do bálsamo-da-copaíba, usado para curar feridas e da cabriúva-vermelha.

Outro fato que chamou atenção do missionário foi a utilização dos timbós pelos índios, especialmente da espécie Erytrina speciosa. O timbó, de acordo com o dicionário é uma “designação genérica para leguminosas e sapindáceas que induzem efeitos narcóticos nos peixes, e por isso são usadas para pescar. Maceradas, são lançadas na água, e logo os peixes começam a boiar, podendo facilmente ser apanhados com a mão. Deixados na água, os peixes se recuperam, podendo ser comidos sem inconveniente em outra ocasião”.

Quase tudo que se sabe da flora brasileira foi descoberto por cientistas estrangeiros, especialmente os naturalistas, que realizaram grandes expedições científicas ao Brasil, desde os descobrimento pelos portugueses até o final do século XIX. Essas grandes expedições tinham o intuito de conhecer e explorar as riquezas naturais do país, conhecer a geologia e a geografia do Novo Mundo, bem como determinar longitudes e latitudes para a elaboração dos mapas.

Sua Aplicação

A manutenção da saúde através das ervas medicinais tem sido objeto de diversas pesquisas, é matéria de estudos médicos e assunto de interesse específico de cientistas, especialistas e leigos.

O ponto de partida de muitos estudos é o conhecimento popular acerca dos potenciais das plantas, e essa sabedoria assim se desdobra:

1 – Conhecimento acerca das origens dos males que afetam o corpo humano

2 – Conhecimentos das funções orgânicas do corpo

3 – Observações minuciosas das diferentes reações do organismo ao consumo de cada planta

4 – Técnicas de preparo e de armazenagem dos remédios naturais

5 – Correlações precisam entre as necessidades do corpo e os potenciais das plantas

Tal conhecimento, decorrente da observação cotidiana, é vasto, milenar e por muito tempo não possuiu registros escritos ou foi objeto de pesquisas direcionadas, devendo sua divulgação principalmente às tradições orais populares.

Seus objetivos são o bem-estar do corpo e a manutenção e a recuperação da saúde.

Para aprender a utilizar as ervas medicinais, antes de tudo, é necessário conhecer um pouco o próprio organismo e as funções exercidas por ele para seu próprio sustento.

http://fitoenergetico.wordpress.com/introducao/

A Magia das e Plantas e Ervas


Há milhares de anos atrás nossos antepassados descobriram o poder curativo da natureza e das plantas. Os homens primitivos aprenderam a utilizar e a extrair das plantas seus poderes curativos, e o estudo das ervas medicinais data de mais de cinco mil anos, na época dos antigos sumerianos.

Muitos povos antigos usavam ervas e óleos aromáticos nos seus rituais religiosos. Estavam convencidos de que somente os deuses poderiam ter criado aromas tão profundos e pensavam que os aromas naturais podiam ser uma ponte para alcançar e receber as forças dos deuses, proteção, cura e beleza. Num dos mais famosos papiros egípcios datado de 1.500 a.C., descoberto pelo conhecido egiptólogo alemão George Ebers, o Papiro Ebers, nele podemos ver que os egípcios utilizavam ervas aromáticas na medicina, cosmética, culinária e, sobretudo em sua técnica nunca superada de embalsamento. Eram de uso comum plantar as ainda hoje usadas e conhecidas papoula, cebola, cominho, alho, coentro, anis, tomilho e outros.

O uso das ervas mágicas é relativamente simples, mas requerem alguns conhecimentos sobre a erva que pretende usar, uma delas são as suas propriedades medicinais, outras são se ela é toxica. Porem se deseja tirar melhor proveito dos benefícios de uma planta e se conectar com ela, um conhecimento mais profundo sobre ela lhe abrirá um leque de possibilidade. Saber a data de cultivo, região que ela se desenvolve, sua origem, família a qual pertence, uso mais freqüente, lhe mostrará os vários atributos mágicos que uma planta tem, e como desperta isso nela. Já dizia Praticamente é usada quase tudo de uma planta, raiz, caule, folhas, flores, semente, fruto, e cada uma delas tem uma função especifica esta ligada um determinado elemento e/ou planeta, e possui uma forma especifica de preparo, isso irá depende qual a forma que você irá usá-la. Normalmente se usa ervas secas nos trabalhos mágicos.

Existem varias possibilidades de usar magicamente uma erva, você pode preparar um banho mágico, um pó (que você poderá soprá-lo sobre a pessoa amada ou usá-lo quando quiser conquistar alguém), pode usá-la como um amuleto colocando-a e um saquinho de tecido, em magia de velas, e muito mais. Também podem ser usados em poções e óleos, sabonetes, na confecção de filtros, bebidas, garrafas de bruxas, como oferenda aos Deuses, na limpeza e em muitas outras partes de um ritual ou feitiço. Algumas plantas queimadas como incenso também são muito boas, mas nem todas; a arruda, por exemplo, queimada, tem um cheiro honroso. Secá-las e deixá-las penduradas em algum lugar de sua casa também é uma forma poderosa de atrair as forças mágicas destas ervas. O alecrim costume ser considerado como um coringa nas ervas, é um catalisador universal assim como o girassol, ela pode substituir qualquer erva, caso não encontre aquela que você deseja.

Por Hékath Ashlin