terça-feira, 30 de novembro de 2010

ABSINTO (mesmo que Losna)


Nome científico: Artemisia absinthium L.
Nome popular: losna, absinto, erva-do-fel, alenjo, erva-de-santa-margarida, sintro e erva-dos-vermes.
FamíliaAsteraceae.

Origem: originária da Europa
Descrições: Planta pertencente à família das Compostas, originária da Europa, a losna (Artemisia absinthium) é uma planta herbácea, perene (cultivada muitas vezes como anual), que alcança de 1m a 1,20m. de altura. Produz folhas recortadas, de coloração verde-acinzentada e flores amarelas, bem miúdas e reunidas em pequenos cachos. Em algumas regiões do Brasil a floração da planta é difícil, principalmente em locais muito quentes ou com sol intenso; por isso, para finalidades medicinais costuma-se utilizar mais as folhas do que as flores. Também é muito importante lembrar que a losna ou absinto (Artemisia absinthium) não deve ser confundido com outra planta muito conhecida: o abrótano (Artemisia abrotanum) que apresenta folhas mais finas e sabor agradável.
Partes usadas: flores e folhas.



Planeta: Plutão, Lua e Saturno.
Elemento: Terra.
Deuses: Afrodite, Ártemis, Diana e a Grande Mãe e todas as ninfas pagãs da Rússia.

Propriedades mágicas: Amor e prosperidade. Está associado à destruição, como veneno.
Festivais e rituais: Sabbat de Imbolc, Litha e Yule.

Propriedade terapêutica: Como planta digestiva e aperitiva, sua ação se dá pelo estímulo à salivação e à produção de sucos gástricos e, por essa mesma razão, não é recomendada para pessoas que apresentam problemas como úlceras e gastrite. Usada corretamente e sem excessos, a infusão da losna pode aumentar a secreção biliar, favorecendo o funcionamento do fígado e, ingerida meia hora antes da refeição, pode agir como estimulante do apetite e auxiliar da digestão. Além disso, a maceração da planta com álcool, segundo alguns estudos já realizados, apresenta graves perigos, podendo provocar dependência, alucinações e convulsões.
Sua principal indicação é para: anemia, anorexia, azia, circulação, diabete, diarréia, distúrbios digestivos e hepáticos, tuberculose, vermes e muitas outras indicações.
Modo de preparo:
- infusão de uma ou duas colheres de caules cortados por chávena de água, três vezes ao dia;
- infusão de 20g de folhas ou flores em 1 litro de água fervente (aproximadamente por 10 minutos). Tomar uma colher de sopa de hora em hora ou tomar duas xícaras ao dia, antes ou após as refeições principais;
- Xarope Folie’Verte: coloque um punhado de folhas e flores picadas em uma xícara com água fervente; abafe por alguns minutos e logo depois de coar o ‘chá’, adicione uma xícara de mel e deixe homogeneizar.
Adultos: uma colher de sopa 3x ao dia.        Crianças: uma colher de chá 3x ao dia.
- Cataplasma: aplicar a folha quente sobre locais doloridos do ventre;
- Massagem da Fada: esfregue-ás sobre as partes afetadas (anti-reumático).


CUIDADOS: Quanto aos cuidados, não é recomendável o uso por mulheres grávidas e crianças.

Usos e cuidados: Os componentes responsáveis pelo uso medicinal da losna ou absinto são: um óleo essencial (vermífugo e emenagogo), absintina (responsável pelo sabor amargo), resinas, tanino, ácidos e nitratos. A palavra "vermute" tem tudo a ver com a losna: significa "warmwurz", ou seja, "raiz quente" e é o nome da losna em alemão. Já em grego, a palavra losna significaria "privado de doçura". A medicina popular desaconselha o uso da losna por mulheres em fase de amamentação, pois a planta "torna o leite amargo". O absinto é famoso desde tempos muito antigos por suas virtudes medicinais, sendo inclusive citado num papiro egípcio que data de 1.600a.C.. Na Grécia Antiga, esta planta era dedicada à Ártemis, deusa da fecundidade e da caça. Daí a origem de seu nome científico.




Uma bebida apreciada por intelectuais - "Fada verde" (La Fée Verte)

Absinto destilada feito da erva Artemisia absinthium. Anis, funcho e por vezes outras ervas compõem a bebida. Ela foi criada e utilizada primeiramente como remédio pelo Dr. Pierre Ordinaire, médico francês que vivia em Couvet na Suíça por volta de 1792.[1]
É por vezes incorretamente chamado de licor, mas é na verdade uma bebida destilada.
O absinto foi especialmente popular na França, sobretudo pela ligação aos artistas parisienses de finais do século XIX e princípios do século XX, até a sua proibição em 1915, tendo ganho alguma popularidade com a sua legalização em vários países. É também conhecido popularmente de fada verde (La Fée Verte) em virtude de um suposto efeito alucinógeno. Charles Baudelaire, Paul Verlaine, Arthur Rimbaud, Vincent van Gogh, Oscar Wilde, Henri de Toulouse-Lautrec e Aleister Crowley eram adeptos da fada verde.
Tem geralmente uma cor verde-pálida, transparente ou, no caso de envelhecido, castanho claro.
Criada originalmente como infusão medicinal pelo médico francês, com uma porcentagem de álcool muito elevada de 40% e 85%, na Belle epoque tornou-se a bebida da moda, contando com certo poder alucinógeno da planta Artemisia absinthium que a integrava e que deu nome à bebida.
Para apreciação de novos sabores, era servido com torrão de açúcar e láudano, este último um opióide. Sem o láudano, atualmente pode ser consumido com água, que reduz a graduação alcóolica da bebida. Desta forma, sobre o copo com a bebida é colocada uma colher perfurada que sustenta o torrão de açúcar, e por onde passará a água gelada que será vertida lentamente sobre o torrão.

Proibição
·         Na Europa do início do século XX o absinto pode ser considerado uma de droga de massas, levando a população ao alcoolismo e, segundo médicos da época, ocasionando outros problemas de sáude, inclusive mentais, tais como: epilepsia, impotência sexual, tuberculose, sífilis, suicídio e loucura.
·         Em 1873, após noite de consumo de absinto, o poeta Paul Verlaine atirou em Arthur Rimbaud, seu amante na ocasião. Van Gogh, além de suas perturbações inatas, estava sob o efeito do absinto quando cortou a própria orelha e agrediu Gauguin.[2]
·         Na Suíça, considera-se que cerca de 40% da população adulta era dependente da "fada verde". Em 1912, cerca de 220 milhões de litros de absinto eram produzidos na França.[2] O consumo de absinto na França era tão elevado que a hora do consumo foi apelidada de hora verde, entre 17:00 e 19:00 da noite.[3][4]
·         Além dos males causados à saúde popular, o absinto foi responsável pelo aumento da criminalidade. Em 1905, Jean Lanfray assassinou sua família com uma espingarda após grande consumo de outros tipos de álcool e de absinto.[2] Em 1908, por plebiscito popular, foi proibido na Suíca, onde 63,5% dos eleitores apoiaram a proibição. Aplicada em 1910, a lei proibiu o absinto na Suíça. Outros países seguiram e em 1913 os EUA e quase toda Europa haviam adotado a proibição. Apenas na Espanha, Portugal, Dinamarca e e Inglaterra ainda era permitido o consumo, desde que a bebida fosse produzida com quantidade limitada de tujona.[2]
·         Em 1999 no Brasil, foi trazida pelo empresário Lalo Zanini e legalizada no mesmo ano, porém teve de adaptar-se à lei brasileira, com teor alcoólico máximo de 54°GL.


O absinto é usado em bebidas, fragância de vários perfumes, na moda e em contextos artístico, como pintura, canções e poesia...

A "fada verde"
O licor de absinto era muito apreciado por famosos poetas e artistas como Van Gogh, Rimbaud, Baudelaire e Toulouse-Lautrec, entre outros. Ao que tudo indica, aquele destilado de ervas cor verde-esmeralda, também chamado de "fada verde", seria o responsável pelo comportamento bizarro de Van Gogh. E, recentemente, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, identificaram nas substâncias presentes nos destilados preparados com losna ou absinto, propriedades capazes de causar convulsões, alucinações, surtos psicóticos; dependendo da dosagem. Além disso, os estudos demonstraram que o uso crônico pode provocar danos neurológicos permanentes.
A combinação entre a dosagem de álcool e as substâncias presentes nesta planta pode ser perigosa e, por essa razão, a maioria dos especialistas costuma recomendar o uso da losna ou absinto na forma de infusão (no máximo duas xícaras de chá ao dia) e evitar a extração do sumo por maceração.
Em algumas regiões do Brasil a floração da planta é difícil, principalmente em locais muito quentes ou com sol intenso; por isso, para finalidades medicinais costuma-se utilizar mais as folhas do que as flores. Também é muito importante lembrar que a losna ou absinto (Artemisia absinthium L.) não deve ser confundida com outra planta muito conhecida: o abrótano (Artemisia abrotanum L.) que apresenta folhas mais finas e sabor agradável.

Nenhum comentário:

Postar um comentário